Arte pelo clima

Artistas de seis continentes criaram obras que podem ser usadas na campanha internacional #RiseforClimate. As artes incluem os símbolos globais da campanha: o X laranja, para o que precisamos parar, e o sol, para as soluções que necessitamos. Você pode utilizar peças produzidas em outros continentes, mostrando como o movimento é de fato global.

Esperamos que as imagens sejam usadas em campanhas locais em todo o mundo, gerando entusiasmo para o dia da ação. Sinta-se livre para usá-las nos pôsteres da sua campanha, em miniexposições, exibições etc.

Você pode:

  1. Baixá-las e utilizá-las em eventos de campanha, nas peças gráficas que você cria e onde mais desejar.
  2. Envie o material gráfico que você criou. Clique aqui.
  3. Mostre de que forma você está usando a arte em sua comunidade postando no Twitter e no Instagram com a hashtag #RiseForClimate.

Também é possível baixar nosso kit completo de peças, elaborado para ajudar você a usar esses recursos para organizar, educar, mobilizar e conquistar mudanças positivas. O material será atualizado ao longo dos próximos meses e semanas. Portanto, volte aqui para conferir novas imagens, ideias e dicas.

Kit de recursos

Jhon Cortés

é um designer gráfico do sudoeste da Colômbia. Ele se formou na Universidade de Nariño em 2007. Seu trabalho de concentra, principalmente, nos campos da ilustração, design de cartazes e design de marcas. Ele trabalha como autônomo e em projetos relacionados a entidades privadas e governamentais, como a ACNUR, AECID e os Ministérios da Educação e Cultura da Colômbia. Ele ganhou destaque por seu trabalho de design de cartazes em Turim, Itália, Buenos Aires, Argentina, Bogotá, Colômbia, e outros concursos e convocatórias regionais.

“Os pássaros se elevam sobre todos, pairam e abrem suas asas para contemplar, para alcançar e, agora, para renascer. Seu voo nunca termina, ele sempre existiu; a vibração da terra os sustenta, e seu voejar move tudo. O peito de um pássaro é coberto de penas coloridas, um peito envolto em nuvens; o voo de um pássaro abre caminho para o sol. A natureza é autossuficiente; seus processos, suas mudanças, ocorrem para harmonizar. Talvez seja o momento de aprender com ela, aprender a voar com leveza, como bater as asas com o néctar das flores, como se mover entre as cores, sem escurecer a vida.”

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Mundano

Mundano é um grafiteiro e artista urbano de São Paulo. Em 2007, começou a usar seus traços talentosos para pintar carroças usadas na coleta de lixo reciclável. Ele pintou 200 veículos desses, retirando da invisibilidade esses super-heróis que são os catatores e tornando-os visíveis tanto nas ruas quanto na mídia. A iniciativa levou à criação do “Pimp my carroça” [“Turbine minha carroça”, em tradução livre], uma proposta faça-você-mesmo global e financiada coletivamente. O projeto envolveu 170 catadores de diversas cidades em todo o mundo, os quais trabalharam lado a lado com 200 artistas urbanos e 800 voluntários.

“Para pintar o leito seco e quebrado, usei lama de verdade do Rio Doce”, conta Mundano, fazendo menção à tragédia de Mariana, maior desastre natural da história brasileira moderna.

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Christi Belcourt

Com ancestrais da comunidade Mânitow Sâkahikan, Christi Belcourt é uma artista visual michif (etnia nativa do atual território canadense, também conhecida como métis) que vive no lago Huron (Canadá). Sua produção costuma celebrar as belezas naturais do planeta, respeitando as tradições e o conhecimento de seu povo. Os trabalhos da artista já foram exibidos em espaços culturais como a National Gallery (Canadá) e o Canadian Museum of Civilization, além de integrar a Indian and Inuit Art Collection, entre outros museus e coleções. Belcourt já recebeu o prêmio Aboriginal Arts Laureate (2014) do Ontario Arts Council e foi indicada ao prêmio Premier (2015 e 2016).

Nas palavras da artista:
“Nenhum dinheiro compra de volta o rio de uma comunidade.
Nenhum dinheiro compra o mar de volta.
O gasoduto Trans Mountain não pode ser construído.
Porque amamos os rios.
Porque amamos o mar.
Porque amamos esta terra sagrada.
Vamos defender o nosso lar.
Vamos defender nossa água.

Tudo que faço em minha vida é guiado pelo meu amor e por minha reverência a esta terra. Este planeta maravilhoso, tão cheio de mistérios, é um paraíso. Tudo – plantas, insetos, ventos, estrelas, pedras, animais e nós – integra uma rede gigante feita de um espírito puro. Nada está isolado. Todos os tipos de vida, incluindo as pedras, devem ser tratados com respeito. As leis sagradas deste mundo são o respeito e a reciprocidade. Quando paramos de segui-las, nós como espécie estamos em desequilíbrio em relação ao resto do mundo.”

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Teleise Neemia Lesa

Teleise Neemia Lesa é uma artista de Samoa/Nova Zelândia.

Ela fala sobre seu trabalho: “Quis que essa obra mostrasse minha solidariedade para com aqueles que vivem nas ilhas do Pacífico, na linha de frente das mudanças climáticas.

Minha arte representa as regiões da Micronésia, Melanésia e Polinésia. Motivos tradicionais oriundos de diferentes culturas dessa região foram usados para criar um símbolo único. A inspiração tem origem em elementos e princípios das tradições Siapo, Ngatu, Masi, Tapa e Tatau (Pe’a).

Um conhecimento rico foi passado de geração em geração desde nossos ancestrais, que viviam em harmonia com a natureza. Por meio de práticas indígenas tradicionais, eles nos ensinaram a respeitar a terra e o oceano. Os símbolos presentes nesse trabalho artístico representam conexões poderosas entre pessoas, terras e oceanos. A obra simboliza nossa esperança de viver em harmonia como nossas terras e oceanos.”

No centro da imagem, foi incluído um “kikonang”, palavra do idioma kiribatiano para se referir a um cata-vento feito de folha de coqueiro. Esse é o símbolo da ação Pacific Pawa e uma representação do futuro de energia 100% livre e renovável que os Guerreiros do Clima do Pacífico estão lutando para construir na região.

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Daniela Paes Leão

Daniela Paes Leão é uma artista portuguesa que vive atualmente na Holanda.

Ela trabalha com linguagens variadas, tais como vídeo, fotografia, desenho, performance, gravura e novas mídias, explorando e buscando tocar em questões-chave contemporâneas de ordem política e social. Sua prática é colaborativa, atuando ao lado de comunidades e em diálogo com diferentes disciplinas como sociologia, antropologia e ciências políticas.

Os trabalhos da artista já foram exibidos em instituições como Tate Britain e South London Gallery (ambas na capital inglesa), W139 (Amsterdã), Cube Project Space (Taipé) e em mostras como a Miami Art Fair, a Trienal de Arquitetura de Lisboa (2013) e a exposição Guimarães – Capital Europeia da Cultura (2012).

A artista destaca: “Trabalho com séries de desenhos que vislumbram futuros mundos possíveis nos quais desejamos estar, embora ainda não vivamos neles. Decidi fazer um desenho no qual as pessoas celebram o fim da era dos combustíveis fósseis. Elas carregam bandeiras que estampam elementos da natureza”.

A portuguesa integra o coletivo Fossil Free Culture, o qual reúne artistas, ativistas, pesquisadores e críticos que atuam na intersecção entre arte e ativismo climático.

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John Hillary Balyejusa

Balyejusa é um poeta e cineasta nascido em Uganda.

Ele se sente mais à vontade realizando documentários e filmando a natureza.

Já trabalhou em vários projetos da Eco Conservation, incluindo os ensaios fotográficos #Sign4Climate (com a Miss Turismo Uganda 2015) e #TenGreenChoices (com o movimento GirlsForClimate, em Kampala, capital de Uganda). Atualmente, é o produtor e fotógrafo oficial do movimento @GirlsForClimate.

Balyejusa conta:
“Essa imagem é uma oportunidade que encontrei para expor o perigo que os combustíveis fósseis oferecem à agricultura de nossa sociedade. Mary Linus Naddunga, que aparece no pôster, é integrante do GirlsForClimate e uma entusiasta da natureza e da agricultura. Ela representa as centenas de mulheres africanas cuja produção agrícola foi comprometida pelas constantes mudanças climáticas. Espero que essa imagem reflita o estado da poluição provocada pelos combustíveis fósseis no continente e o dilema das agricultoras e agricultores africanos”.

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Ari Aminuddin, Indonésia

Aminuddin é um artista indonésio membro do Taring Padi, coletivo de artistas de xilogravura fundado em 1999, após o fim da Nova Ordem, como é chamado o governo do ex-presidente indonésio Suharto (1966–1998).

A maior parte do trabalho de Aminuddin é produzida de forma coletiva, nunca assinada por um único nome.

A arte do grupo utiliza informações que corrigem a história falsa criada por Suharto a respeito do massacre de comunistas ocorrido no país em 1965.

O artista participou de importantes festivais ambientais e oficinas como o Festival Maa Air, o Switchcampo e o movimento de agricultores e pescadores de Batang (Java Central) contra a instalação de uma mina de carvão.

Aminuddin trabalha em uma empresa de design de interiores em Jacarta, capital da Indonésia, cuja proprietária, Dolorosa Sinaga, é uma escultora feminista radical.

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  • Você também pode baixar os arquivos de Photoshop dos pôsteres aqui.

Guias + Downloads

Para obter mudanças e proteger nossas comunidades e nosso planeta, tudo que temos é a nossa voz, nossos corpos e as coisas que produzimos juntos com nossas próprias mãos. Como podemos potencializar a criação e o uso de nossos corpos, vozes, artes e imagens?

Ao utilizar as obras na sua campanha, você:

  • PROMOVE ENGAJAMENTO: uma ótima maneira de envolver as pessoas.
  • GERA ENTUSIASMO: usar obras gráficas, ensaiar músicas, coreografias e peças teatrais empolgam, dão visibilidade e inclusive conquistam espaço na mídia – em seus canais e nos veículos tradicionais.
  • DESENVOLVE HABILIDADES: ser capaz de criar e utilizar materiais gráficos é uma parte essencial da construção de qualquer campanha, mobilização ou movimento.
  • CONTA NOSSA HISTÓRIA: podemos usar a arte para contar nossa história de forma potente, ampliando nossa visibilidade, aumentando nossa voz e inspirando outras pessoas. Dessa forma, também construímos uma cultura e movimentos de resistência, para tornar as comunidades mais fortes e conquistar um mundo melhor.

Saiba mais. Baixe o kit completo de recursos

 

Kit de Recursos

Arte em ação

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